PF prende suspeito de atrapalhar investigação sobre venda de sentenças
"Polícia Federal cumpre mandados em Brasília contra suspeitos de obstruir investigação sobre venda de sentenças no STJ. Um foi preso e outro está foragido."
PF prende suspeito de atrapalhar investigação sobre venda de sentenças no STJ
Brasília (DF) — A Polícia Federal prendeu, nesta quarta-feira (14), um homem suspeito de tentar obstruir investigações ligadas a um suposto esquema de venda de sentenças no Superior Tribunal de Justiça (STJ). A ação integra a 6ª fase da Operação Sisamnes, que investiga corrupção no Judiciário.
Além da prisão, a PF também cumpriu um mandado de busca e apreensão na capital federal. Um segundo suspeito, que também teve prisão decretada, não foi localizado e é considerado foragido.
Obstrução da Justiça é alvo da nova fase
Segundo a PF, os investigados nesta etapa são suspeitos de atrapalhar a execução dos mandados judiciais realizados na 5ª fase da operação, deflagrada no dia anterior, terça-feira (13). A corporação apontou que os atos configuram tentativas graves de obstrução da Justiça.
A TV Globo apurou que um dos alvos desta 6ª fase é Diego Cavalcante Gomes, suposto operador do esquema e ligado ao empresário e lobista Andreson de Oliveira Gonçalves, que já está preso e é considerado peça-chave no esquema investigado.
Contexto da operação e desdobramentos
Na 5ª fase, a Polícia Federal realizou buscas em Mato Grosso, São Paulo e no Distrito Federal. Um dos alvos foi o ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil seccional Mato Grosso (OAB-MT), Ussiel Tavares.
A defesa do advogado declarou desconhecer a decisão que fundamentou os mandados de busca e disse estar à disposição das autoridades para colaborar com a investigação.
As medidas autorizadas pela Justiça incluíram ainda o bloqueio de aproximadamente R$ 20 milhões em bens dos investigados, a apreensão de passaportes e a proibição de deixar o país.
Origem da Operação Sisamnes
A Operação Sisamnes teve início após o assassinato do advogado Roberto Zampieri, ocorrido em dezembro de 2023, em Cuiabá (MT). A partir da apuração do crime, a PF descobriu um esquema que envolvia a venda de decisões judiciais em tribunais estaduais, o qual se estendeu ao STJ.
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A operação segue em andamento, e a Polícia Federal continua coletando provas e identificando novos envolvidos no esquema.